domingo, 22 de novembro de 2009

O romântico

Ele era um rapaz romântico. Romântico incorrigível. Tanto que sempre fez questão de ressaltar as qualidades de Miss das mulheres com quem se relacionava.

- Miss quece, tchau. - sempre falava.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Assalto ao motel

Vocês conhecem a definição que a seção policial do Terra dá para "tranca-foda"?

Trio invade motel e assalta clientes dentro do quarto no RS

Depois dizem que filmes não influenciam as pessoas. Eu aposto o mindinho da mão esquerda do Lula como esses rapazes viram "Cidade de Deus" e se inspiraram na cena do assalto ao motel.

Esses ladrões não têm o menor respeito. Além de trancar o ato, devem ter roubado os pertences do pessoal. Eu conheço gente que diria "leva a minha mulher, mas não leva o meu celular! É 3GS, tem bluetooth, câmera de 8 megapixels, toca mp3 e tal! E tu não vais gostar dele. O toque musical é uma música da Sandy e Júnior."

Segundo a notícia, ninguém ficou ferido. Ainda bem né? Isso significa que, quando os ladrões anunciaram o assalto e ordenaram que todos abaixassem as armas, os homens obedeceram e broxaram.

Versões não-oficiais contam que uma mulher se mostrou compreensiva quando seu parceiro disse que "é sério amor, isso nunca me aconteceu antes. Jamais broxei em um assalto". Em outro quarto, um homem não deu ouvidos à sua parceira, que dizia "sério, pára, não tem mais clima".

Mas já pensaram se alguém tenta reagir?

- Parados! Isso é um assalto!
- Grande coisa, rapá. Eu tô armado, pode vim.
- Armado nada. O meu é maior.

A notícia ainda diz que as vítimas preferiram não registrar ocorrência. Eu entendo. No mínimo as vítimas estavam no motel para "assuntos extraconjugais". E já pensaram na desculpa que teriam que dar em casa?

- Sério, querida. Furou o pneu do carro e daí me roubaram o celular, o relógio e a aliança. Mas não registrei ocorrência. Tô preocupado mesmo é com o pneu do carro.

Pior seria se o boletim de ocorrência registrasse detalhes sórdidos.

"... o denunciante relata que teve seus pertences roubados; que o meliante proferiu inverdades acerca de sua zona erógena; que afirma ser de 7cm a 9cm maior do que proferiu o meliante; que é capaz de provar isso..."

Acho que, se fosse comigo, registraria uma ocorrência contra o motel. Considerando a notícia, achei o serviço de quarto deles um roubo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Informações umbiguísticas

Olá, tudo bom com vocês? Comigo, tudo ótimo. Hoje eu almocei arroz com feijão e mais tarde vou passear.

Enganei vocês! Esse não será um post diarinho.

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Vocês lembram que eu sou colunista do Amigos de Pelotas? Pois então.


Como diria o jovem rapaz da Sessão da Tarde, essa turminha do barulho aprontou altos agitos nessa cidade tamanho família durante 18 meses. E agora apresenta uma coletânea das melhores e nem-tão-melhores-assim estripulias desses 18 meses.

Moçada de Pelotas, apareçam! Moçada que não é de Pelotas, pode comparecer! Mas guardem a grana do refri da rodoviária para comprar o livro e para eu autografar. Estou treinando meu autógrafo há 2 meses.

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A onda quase tsunâmica do momento é o Twitter, febre de 10 entre 10 artistas famosinhos - isso se não incluirmos Xuxa e Sasha, lógico. Didaticamente falando para a segunda série do fundamental, o Twitter é que nem um blog, só que menor, daí chamam ele de microblog. Os posts (conhecidos lá como "twits") são reduzidos a 140 caracteres - por isso "micro" -, onde o pessoal conta o que tá fazendo no melhor estilo "meu diário" - por isso "blog". Aí a gente pode ver o que um monte de gente bacana tá fazendo, pensando ou escrevendo, desde amigos (conhecidos e desconhecidos) até artistas (conhecidos e desconhecidos). E, se a gente gostar bastante, podemos pedir pra seguir, olhem que bacana!

E eu estou no Twitter. Façam de conta que eu sou um guru e sejam meus seguidores!

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Mas não é apenas somente isso! Assim como o Twitter, o Plurk é um serviço de microblog, mas me foi apresentado como o novo mIRC - não é pra tanto. Na verdade, eu diria que se o Twitter e o mIRC copulassem e tivessem um filho, esse filho seria o Plurk. Ele é mais organizado e cheio de frescuras que o Twitter, então no início é um pouco mais complicado de mexer. E eu também estou lá. Uso-o como uma espécie de MSN, só que pra todo mundo ver. Bem exibicionista, bem Big Brother mesmo.

Como diria o velho provérbio asteca, "sigam-me os bons!"

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Gigantes, tremei!

Dizem que todo o baixinho é invocado. O nanico Davi venceu Golias, o baixinho Átila foi o rei huno que apavorou o Império Romano, o piloto de autorama Napoleão Bonaparte brincou de War com a Europa inteira, sendo imitado pelo pintor de rodapé Adolf Hitler... a história está cheia de baixinhos invocados. Eu particularmente discordo. Acho que nem todo baixinho é invocado. E é melhor que vocês concordem comigo, porque eu sei onde vocês moram. Tá olhando o quê?

Pois parece que agora os baixinhos estão se armando para, novamente, assim como Pinky e Cérebro, tentar conquistar o mundo. O Ministério Público de Goiás chiou e a Justiça Federal mandou: a Aeronáutica não poderá vetar homens e mulheres que tenham baixura ao invés de altura. E nem pessoas casadas, como era de praxe. Parece que a Aeronáutica era uma amante muito ciumenta. "Ou eu ou essa sirigaita", diziam os aviões.

Apesar de eu ser baixinho, essa decisão não é do meu interesse, já que servir na Aeronáutica não é pro meu bico. Tenho acrofobia. Ao contrário do que vocês podem pensar, acrofobia não é ter medo do Acre - afinal, não há como sentir medo de algo que não existe - e sim medo de altura. E, para mim, se passou de um metro e oitenta não é altura: é altitude.

Mesmo assim, manifestarei-me em defesa da classe - já que baixinhos, unidos, jamais serão vencidos e ainda alcançarão o interruptor da luz. A decisão da Justiça Federal me deixou com dúvidas. Ok, baixinhos poderão pilotar aviões de verdade, integrar esquadras aéreas, dominar o mundo, coisa e tal. Mas terão direito a uma daquelas almofadinhas para o banco do avião, iguais às que a minha mãe usava no seu Fusca para enxergar acima do volante, lá pelos idos de 1989? Baixinhos alcançarão nos pedais do avião? Terão aulas de alpinismo para alcançar a cabine?

Acho que o edital da Aeronáutica, a partir de agora, trará funções específicas para candidatos de baixa estatura. Algo como "faxineiro de pneu de avião", "chaveirinho de pára-brisa da cabine", "piloto de aeromodelo com símbolo da FAB" e "piloto da nave da Xuxa" .

Já imagino as futuras manifestações, greves e faixas com palavras de ordem. "Por mais pilhas nos controles remotos!", "Chaveirinho também é gente!", "Por mais paquitas seminuas na Nave da Xuxa!" e "Xuxa, alfabetize a Sasha em português!".

Avante nanicagem! Gigantes, tremei!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Paleografia

A faculdade é um lugar onde a gente é obrigado a estudar um monte de tranqueiras. E pelo menos metade delas não serão usadas na vida profissional e poderiam ser substituídas por tranqueiras que deveríamos aprender na faculdade, mas não aprendemos.

Porém, de vez em quando podemos aprender algumas tranqueiras por livre e espontânea vontade. Por exemplo: nesse semestre eu escolhi estudar Paleografia. "Mas que porra é essa?", perguntar-me-ão vocês.

Então. É que, há muito tempo atrás, um sujeito - até hoje anônimo - resolveu se rebelar contra as normas de escrita manual. Aparentemente inspirado nos hieróglifos egípcios, esse alguém acabou criando uma técnica de escrita chamada "garrancho ilegível". Essa técnica ganhou uma legião de seguidores e uma sociedade secreta foi formada, tornando o garrancho ilegível popular pelo mundo afora. Atualmente, a sociedade secreta do garrancho ilegível é formada basicamente por médicos - o que faz da paleografia um instinto atávico entre farmacêuticos.

Resumindo: paleografia é o estudo de escritos feitos por gente que caga e anda pra caligrafia.


Tipo assim, ó

Coincidência ou não, essa bagaça aí de cima é um atestado médico. Mais detalhes aqui.

As aulas de Paleografia nos dão grandes ensinamentos. Na última aula, por exemplo, fiquei sabendo que existem muitos documentos que relatam casos de pessoas que "erram o vaso". E o termo médico para o vaso em questão é "ânus".

Aparentemente, sodomia era um "crime" recorrente entre os casais antigos. O sujeito chegava na sua respectiva sujeita e CRÉU!, entrava duro por trás, ao invés de entrar duro na frente. Depois era só dizer "opa, errei o vaso sem querer, me processa".

E esqueçam. "Posso errar o vaso, meu bem?" não é uma cantada caliente. O máximo que a guria vai pensar é que tu vais ao banheiro mijar tudo, menos o vaso. O que isso pode dar é uma piada esquisita no meio de uma festa - e provavelmente apenas o autor da piada irá entender. Cena: a moça pede licença para ir ao banheiro.

- Vai lá. Mas cuidado para não errar o vaso. NOSSA ESSA FOI BOA HEIN ENTENDEU?

Mas voltemos à paleografia. Entre outras utilidades, ela serve como desculpa. Da próxima vez que alguém reclamar daquele livro com letras miudinhas, sugira que a culpa não é da visão nem do óculos, mas sim da falta de estudos de paleografia.

Infelizmente, acho que a Paleografia não tem muito futuro. Hoje em dia todo documento é feito no computador, de modo que os estudos paleográficos no futuro serão feitos em cima das minhas colas para provas de Biologia que eu fazia com fonte 6 ou 7 no meu Segundo Grau.

A aula de Paleografia tem um quê de saudosismo. Quando o professor mostra um slide com um documento parecido com o da imagem acima, começa a apontar as palavras e linhas, ao passo que a turma, em uníssono, recita todo o documento. A cena me faz lembrar da minha primeira série, com a professora apontando as letrinhas e a turma toda berrando "a, bê, cê"...

Sabe, a Paleografia me mantém jovem.

sábado, 26 de setembro de 2009

Freud não explica

Não é novidade pra ninguém que eu não sou muito fã de Sigmund Freud. Não que eu seja um profundo conhecedor das suas ideias, mas um cara que se entope de rapé e cocaína e sai dizendo que tal problema deriva de falta de sexo, além de uma incomensurável vontade de matar o pai para traçar a mãe, não merece muito a minha consideração.

No entanto eu tenho muita curiosidade em saber como ele avaliaria meus sonhos. Já contei por aqui que eu tenho os sonhos mais incompreensíveis e doidos do mundo. Por exemplo, um sonho recorrente que eu tenho é com escadas. Para poupar tempo, eu não desço da forma convencional - degrau por degrau - mas sim escorregando. Com os calcanhares. Como se eu esquiasse. Eu também não entendo.

Outro sonho bastante recorrente é que eu sou um fumante viciadíssimo. O mais bacana desse sonho é que, quando eu acordo, estou com um gosto terrível na boca - como se tivesse mastigado um tapete sujo. Tudo isso a despeito da minha aversão a cigarros.

(E não que eu já tenha provado um tapete sujo, mas a minha imaginação é tão fértil que eu quase consigo visualizar o sabor, a despeito de que sentir sabor é uma tarefa do paladar e não da visão.)

Mas ultimamente meus sonhos são com animais de estimação não muito convencionais. Há um tempo atrás sonhei que ia à uma reunião de amigos internéticos e o dono da casa tinha dois simpáticos animais: um TIGRE e um LEÃO. O leão não era muito amigável e ficava isolado no pátio. O dono do bicho explicava que ele ficaria assim até que se comportasse.

Já o tigre, ah, esse era um brincalhão. No exato instante que pisei na casa, o afável animal resolveu que eu, oriundo de uma cidade onde cães de rua vagueiam livremente como vacas em Bombaim, era o melhor amigo dele no mundo inteiro - uma relação semelhante a do He-Man com o Gato Guerreiro, eu diria.

Sendo eu o melhor amigo do bicho, ele resolveu brincar comigo e logicamente eu saía todo machucado. Isso torna o sonho completamente realista: um tigre dócil e domesticado é uma ideia completamente plausível, mas vocês já pensaram o que acontece se um felino de 300 quilos acha que pular em ti e morder a tua mão é uma brincadeira saudável?

No sonho mais recente, eu era dono de um urso. Mas não era um urso qualquer: era uma cruza entre urso pardo e urso panda. A cor dele era bem bonita, de modo que eu aproveito para cagar na cabeça daqueles que acham que humanos só sonham em preto e branco.

Enfim, meu urso já era adulto e muito, mas muito manso. Só que ele era tão grande que eu me borrava de medo de irritar o bicho, de modo que ele só andava de coleira. Não sei bem o que uma coleira pode fazer contra um urso de 400 quilos - ainda mais manso -, mas a coleira estava lá.

Mas o mais bizarro animal de estimação que sonhei foi um poodle. Seu nome era Adriano - em homenagem ao atacante do Flamengo - e ele não era lá muito sociável. Eu diria que, se ele lutasse contra o George Foreman, ganharia por nocaute e ainda roubaria os direitos autorais do George Foreman Grill.

Percebam: nos meus sonhos, um poodle é muito mais violento e anti-social que um leão, um tigre ou mesmo uma cruza de urso panda com urso pardo. Acho que, se Freud parasse para analisar meus sonhos, morreria com um derrame cerebral.

Não sei se me trato, se jogo no bicho ou se paro de assistir Animal Planet.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Propaganda de luta

Às vezes eu me dou conta que algumas propagandas são incompletas e dão margens a várias interpretações.

Por exemplo: ontem à tarde eu ouvi na Atlântida a propaganda de um evento de Vale-Tudo - a luta, e não a música do Tim Maia ou a antiga novela global. Então anunciaram os lutadores: Xuxa contra Falcão.

Perceberam como está incompleta? Isso me deu margem a várias interpretações.













E, se vale tudo mesmo, como seria essa luta?

Xuxa nadaria 100 metros em 22 segundos. Falcão responde: homem é homem, menino é menino, macaco é macaco e viado é viado. E desfere outro golpe, já que faltou luz mas era dia e o sol invadiu a sala.

Cambaleante, Xuxa contra-ataca dizendo que vai pintar um arco-íris de energia, afinal, ilariê. Falcão retruca que não gosta da postura do Palmeiras em campo e acha que o time precisa usar mais as laterais, invertendo jogadas, se quiser chegar no gol e não me deixar sentado na poltrona em um dia de domingo.

Empate técnico?

É sério, essas propagandas precisam ser mais completas e informativas.