Mostrando postagens com marcador suruba eleitoral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador suruba eleitoral. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

E SE... Silvio Santos fosse presidente?

Uma dívida de mais de 2 bilhões de reais. Um esclerosamento visível da Lua a olho nu. Uma peruca descoberta em rede nacional por uma criança de 5 anos, que posteriormente foi bastante avacalhada pelo dono da peruca. É inegável: Silvio Santos já viveu dias melhores.

E põe melhores nisso. Silvio era largamente respeitado, tanto que os mais saudosistas acham, até hoje, que ele devia ser presidente do Brasil. Talvez a nova geração nem desconfie disso, mas Silvio Santos na presidência nacional foi algo bastante plausível. Como se sabe, o projeto presidencial não foi adiante, mas é fato: o Homem do Baú ensaiou uma candidatura em 1989.



Se houve Lula, o sindicalista do ABC paulista, porque não haveria Silvio Santos, o camelô carioca com muito orgulho? Pois bem: e se Silvio Santos fosse presidente do país?

Não é difícil de imaginar. Toda eleição, depois de encerrada, é seguida de uma expectativa nacional em torno dos nomes dos ministros que formarão o escrete governista do eleito. Com Silvio Santos não seria diferente. A imprensa toda estaria atrás dele, que seria evasivo:

- Quem é que eu vou chamaaaaaaar, quem é que eu vou chamaaaaaaaar?

Se a cena ocorresse nas eleições de 1989, Zélia Cardoso de Mello estaria pulando enlouquecida na plateia do auditório, entoando cânticos de "chama eu, Silvio! Chama eu!" Assim como o PMDB. Por sua indicação, Ratinho acumularia o Ministério da Defesa e o Ministério da Previdência Social e Maísa assumiria a Casa Civil - ninguém protestaria, pois todos acham fofo uma criança demonstrar tamanha maturidade. O mistério ficaria para o Ministério da Cultura: Liminha ou Carlos Alberto de Nóbrega?

Brasileiros pagariam seus impostos com o Carnê do Baú, enquanto nossa dívida externa seria paga em barras de ouro, que valem mais que dinheiro. No setor da saúde, o Brasil teria um revolucionário sistema de distribuição de remédios: bastaria adquirirmos produtos Jequiti, com alguma revendedora. E se Lula fez o maior alarde com o Fome Zero, Silvio Santos faria um alarde ainda maior com o seu grande projeto social, o Teleton, que ficaria a encargo de Hebe Camargo. Depois de alguns anos, Hebe balançaria no cargo, graças ao Escândalo dos Selinhos.

O Brasil não estaria livre da corrupção, mas ela certamente seria menor. Isso graças ao inovador sistema de inteligência e espionagem, desenvolvido pelo CC Ivo Holanda. A cada prisão efetuada, a cada quadrilha desbaratada, a cada crime solucionado, uma manifestação pública do nosso amado Chefe de Estado: "bem bolada, bem bolada!". Tudo graças às operações Câmera Escondida.

O grande problema de Silvio Santos seria a maciça oposição: Collor, Lula, Globo, Band, Record, Manchete e Rede TV!. A Globo, aliás, defenderia arduamente a privatização do SBT, canal estatal onde o presidente do país é o manda-chuva. A Record rezaria para dar certo, enquanto a Manchete e a Rede TV!, bem, talvez chamassem o Jaspion. A Band se mudaria para a Argentina.

Isso porque ser dono de uma rede de televisão renderia comparações com Silvio Berlusconi e Hugo Chávez. As aparições públicas seriam largamente exploradas pelo SBT, porque o presidente não largaria o hábito de jogar aviõezinhos para o auditório, perguntando "quem quer dinheirooooooooo?" de forma entusiástica. Tal atitude renderia comentários negativos da oposição. Collor diria que "é um populismo barato e desenfreado", enquanto Lula afirmaria que "é uma atitude hipócrita da burguesia" ("hipócrita é o AeroLula!", responderia o Homem do Baú). O fato é que toda a população pensaria: "pago imposto demais, mas pelo menos o dinheiro volta pra gente".

Notícias sobre o presidente seriam narradas no canal oficial do governo pelo Lombardi. A morte dele, aliás, causaria a mesma tristeza e luto que causou quando ocorreu de verdade. Mas com Silvio Santos na presidência, esse luto seria oficial e de três dias.

De hora em hora, o SBT informaria o resultado parcial da Tele-Sena - a mais badalada loteria do país. A Mega-Sena seria uma mísera rifa - com o título de "Ação entre amigos" - perto da Tele-Sena. Pronunciamentos e anúncios oficiais, só no canal do presidente - e seriam os mais legais, via Porta da Esperança.

- Será que vem aumento de salário mínimoooo? Vamos abrir as portas da esperança!

Com o tempo, Silvio Santos ficaria esclerosado, abrindo espaço para a oposição armar vários golpes de estado. Nos braços do povo, o presidente apelaria para permanecer no poder:

- Segura o velhooooooo!

Mas a oposição alcançaria seu objetivo. E Silvio Santos deixaria o poder sem perder o bom humor:

- Me derrubaraaaaaam, não é possíveeeeel! Nunca mais eu faço isso.

É como diria o slogan do governo: o Brasil cresceria em ritmo de festa que balança o coração.

------

"Egídio, não entendi esse final do texto!" Então te atualiza, vivente:

domingo, 31 de outubro de 2010

Weslian, who is?



Engana-se redondamente quem pensa que o Tiririca é o único e maior absurdo destas eleições. O analfabetismo do ex-palhaço não surpreende. Ou vocês não desconfiavam do fato dele não precisar decorar textos no programa humorístico que participava?

Já Weslian, não contente em ter entrado na disputa pelo governo do Distrito Federal a menos de 1 semana das eleições - substituindo nepotismicamente o marido cassado - e desfilado esta sapiência de fazer inveja a Borat, conseguiu votos suficientes para forçar um segundo turno. Como tudo na vida, isso tem um lado positivo: a possibilidade de um novo debate, onde Weslian poderia mandar todo mundo pra puta que pariu e mostrar que aprendeu alguma coisa em pouco mais de 2 semanas.

Mas obviamente isso não aconteceu.



Weslian preferiu desfilar em frente às câmeras toda a sua malemolência, dando continuidade às suas patacoadas e ofuscando o brilho do cinema nacional. Afinal, quem precisa de "Tropa de Elite 2", quando "Weslian Roriz 2, a missão" é muito mais divertido? Se por um lado Tiririca será submetido a um teste para saber se ele é ou não alfabetizado, eu sou da opinião que Weslian Roriz deveria passar por um teste de QI. E tenho quase certeza que o resultado seria algo entre "Erro: QI não encontrado" ou "QI = Joaquim Roriz".

O pensamento de Joaquim é bastante simples: Lula achou uma mulher e ensinou tudo direitinho pra ela. Então, porque não fazer o mesmo com minha própria esposa? É muito mais fácil!

Ledo engano. Weslian tratou de jogar no ralo a teoria feminista que diz que por trás de todo o grande homem existe uma grande mulher. Pra começar, a impressão que eu tenho vendo o vídeo é que ela é menor que eu. E pra terminar, é só ver o que ela faz no vídeo. Vê-la em ação no debate, mais perdida que surdo em bingo, me fez pensar nos pais dos envolvidos. Os pais de Weslian devem pensar algo do tipo:

- Puxa, tanto esforço pra educar essa menina e ela me faz esse papelão... que vergonha para a família.

Já o pai de Joaquim Roriz pensa um pouco diferente e, freudianamente, assume sua parcela de culpa.

- Meu Deus, que decepção. Eu achei que tinha ensinado tudo para o meu filho. Mas não! Como ele foi escolher esta criatura para ser sua esposa? E o pior é que eu tenho culpa nisso. Fui má influência. Escolhi a mulher mais concorrida do prostíbulo pra ser mãe dele.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Final do primeiro tempo

Apitou o árbitro! Não sei como foi aí na sua cidade, caro (e)leitor, mas cá em Pelotas teremos segundo tempo. Fernando Marroni, do PT, e Fetter Jr., do PP, disputarão quem é que melhor diz "eu é que tô certo, seu babaca".

Não sei como é em outras cidades, mas por aqui temos candidatos* que começam a trabalhar somente em ano de eleição. É uma coincidência muito grande, não acham? Eu acho. E passei a achar mais ainda depois que aboli as palavras "obra" e "eleitoreira" do meu dicionário.

Continuo sem saber como é em outras cidades, mas por aqui não temos eleitores propriamente ditos. Aqui temos torcida. O mais bacana é que os candidatos* entram na onda: um deles, com um simples "olá", seguido de um sorriso e um aceno de mão é capaz de molhar as calcinhas das groupies. Eu chego a lembrar da disputa do Ídolos. Pelas ruas podemos ver que atorcida está muito apreensiva, querendo convencer que "meu candidato é mais bonito e fez muito mais dentro da casa". Qualquer semelhança com o Big Brother Brasil não é mera coincidência.

É uma torcida apaixonada. Saem às ruas com bandeiras, rostos pintados e se jogam na frente dos carros, sorridentes. Uns suicidas felizes, praticamente terroristas suicidas - só que sem bombas. Senhores, lhes agradeço a atenção de tentar limpar o pára-brisa do meu carro com suas bandeiras, mas é desnecessário. Há poucos dias levei-o em um lava-jato. Ademais, se eu acabar atropelando um de vocês, a culpa será das suas bandeiras. Pior: seus candidatos não me pagarão nem uma Coca-Cola, quanto mais o conserto da lataria que vocês amassarão com seus corpos-defuntos.

Aqui em Pelotas, o último colocado entre os prefeitos se chama Jesus. Ele não é líder dos Democratas e nem dos apóstolos, mas sim do grande PRTB - ele teve incríveis 265 votos. Fico com pena do cara, porque eu conheço cachorros que tem mais amigos no orkut do que esse cara teve de votos.

Dá até pra pensar que Pelotas é a imagem da decadência do cristianismo. Uma das candidatas a vereadora se chama Chiquinha. Ela é louca de famosa na cidade por ter um serviço de tele-mensagem ao vivo. Sabem aquelas carros de som que os amigos chamam quando querem fazer um aniversariante passar vergonha? Então. A mulher se fantasia de Chiquinha e leva uma mensagem de feliz aniversário a qualquer canto da cidade, enquanto canta, dança e rodopia com os aniversariantes e seus amigos - mesmo que o aniversariante tenha 70 anos e uma labirintite aguda.

Enfim, a Chiquinha teve 283 votos. E quando uma personagem do Chaves tem mais votos que o filho de Deus, é sinal que o cristianismo está sucumbindo.

Ainda nos vereadores, dois candidatos tiveram 0 voto. É isso mesmo: nem os próprios caras votaram neles. Sinceramente eu não fico impressionado, porque eu acho que eles abandonaram a candidatura sem tirar seus nomes da disputa. Eu me preocupo mesmo é com dois candidatos que tiveram apenas 1 voto.

Não digo que eles estavam esperando se eleger, mas acho que esperavam pelo menos o apoio de mais alguém da família. Se eles têm pais, amigos, cônjuges, familiares ou afins, certamente sentiram o poder da rejeição agora.

E o mais triste é que não terão o salário de vereador para pagarem o tratamento psiquiátrico.

* Não vou citar nomes, afinal dizem que o TSE tá de olho na internet. Inclusive acho que acabaram de adicionar uma vizinha no orkut.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Post censurado

Voltei há pouco de um debate entre os candidatos a prefeito daqui de Pelotas, lá no auditório da faculdade.

Eu teria muita coisa pra escrever sobre isso. Tem candidato que perderia feio no "Soletrando" do Luciano Huck, mas ainda assim surpreendeu. Teve candidato beirando um ataque cardíaco de nervosismo. E outro que parecia se perguntar "o que diabos eu estou fazendo aqui?".

Tem um candidato que eu não posso comentar nada, porque ele pode me processar. E outro dos candidatos tentou parecer normal. Lógico que eu desconfiei. Um candidato normal? Como é isso? Pelo sim, pelo não...

Três candidatos não compareceram. Dois deles, segundo piadas de última hora, estavam em reunião com os presidenciáveis dos Estados Unidos - o que, no meu ver, é mais bacana que a desculpa que deram lá na hora. A terceira ausência foi uma grande lástima, porque eu planejava convidá-lo pra tomar uma cerveja. Por conta dele, é claro.

E vocês acreditam que teve gente achando que um dos candidatos era um rockstar? Pois é.

Como vocês podem ver, eu teria um monte de coisas pra falar sobre esse debate. Mas dizem que o TSE tá de olho no que escrevem sobre as eleições desse ano. Já me sugeriram que eu não citasse nomes.

Melhor não facilitar, sabe como é esse povo.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Suruba eleitoral

Quando se diz que brasileiro é bicho burro, não é à toa. Brasileiro é um tipo de ser que consegue confundir urna eletrônica com vaso sanitário. É um tipo de gente que reclama de político ladrão, mas instantes depois vota no Collor. Ou no Palocci.

Palocci, aliás, foi um dos deputados que votou a favor da criação da CPMF 2.0 plus com tração nas 4 rodas e air-bag duplo. Manuela D'Avila também.


Eu comia, mas não votava


Clodovil provou que é macho até debaixo de outro macho e votou contra a ressurreição do tributo. Os três e outros 417 deputados federais participaram, no dia 11/06/2008, da votação que aprovou a CPMF 2.0 plus com tração nas 4 rodas e air-bag duplo. Em um lapso de esperteza bastante demente, eles bolaram um novo e pomposo nome pro imposto: Contribuição Social para a Saúde, ou simplesmente CSS.

Enquanto isso, pelas bandas pelotenses, a Câmara de Vereadores aproveitou o dia 17/06/2008 para ver França x Itália pela Eurocopa e também pra aprovar um projeto de lei do Imperador Fetter II. Esse projeto consiste na contratação de 565 cargos emergenciais. Tão emergenciais que sequer precisarão de concurso público. Vejam bem, QUINHENTOS E SESSENTA E CINCO. Eu quero saber se o Imperador Fetter II tem alguma filha bonitinha e solteira. Porque... né?

Blábláblá, que palhaçada, bando de ladrões, mimimi. Parem com essa ladainha. Se vocês forem mais inteligentes que um jabuti morto, perceberão que os links contidos neste post trazem a lista de nomes dos cidadãos que participaram dessas votações. Aí, sendo mais inteligentes que um jabuti morto, vocês perceberão que, além disso, TCHANAM!, aparece também qual foi o voto deles! Olha só que bacana! Agora é só lembrar do nome dos tais na hora de apertar os botõezinhos da urna! Porque, vejam bem, em outubro a gente vai apertar os botões DA URNA, e não da DESCARGA. A gente vai VOTAR, e não descarregar o almoço do dia anterior.

Vamos lá, não me decepcionem. Vocês também conseguem. Façam um esforcinho.

Em último caso, lembrem-se: em dia de suruba eleitoral, voto é camisinha.