sábado, 7 de setembro de 2013

Sinal verde

Aproximava-se de um cruzamento. Seguia em velocidade constante, motivado pela cor verde da sinaleira, mas quando a luz amarela acendeu, abriu um sorriso de escárnio: de novo. Claro, de novo. Era só o que faltava: 15 minutos depois de ter levado um fora, é evidente que todas as sinaleiras fechariam quando ele estivesse prestes a passar pelo cruzamento. Sem outra alternativa, freou o carro, obedecendo a sinalização. Quer dizer, até tinha outra alternativa. Mas não seria muito saudável e a situação nem era tão desesperadora.

"Eu nunca pensei na nossa relação de outra forma." Foi uma das tantas frases que ela usou como resposta à confissão dele ("eu tenho muita vontade de te beijar"). E pensar que houve um tempo que ela queria saber o que era o amor.

- I wanna know what love iiis..., lembra? - Claro que lembrava. Um clássico, um desejo de todos, uma curiosidade que faz inúmeras vítimas diariamente. Ela, inclusive: cantou o verso I want you to show me - pra outra pessoa. Mas esqueceu de cantar outra música: What is love? Baby, don't hurt me, don't hurt me... Esqueceu? Ou simplesmente não cantou porque sabia que acabaria refém de uma vontade incontrolável de dançar, o que enfraqueceria a súplica - ou, pior, distorceria seu apelo? "Não pise nos meus pés enquanto estivermos dançando, porque dói."

E, apesar do apelo, tombou vítima da curiosidade. Machucou-se crendo que lhe mostrariam o que é o amor. Dos males o menor: não caiu na asneira de achar que love is a temple, love a higher law. Quem é o U2 pra ensinar alguma coisa a alguém? E sobre o amor! Quanta audácia, Bono. Vítima da curiosidade, enferma porque ferida com gravidade, negou-se a uma nova experiência. "Eu não penso em mais relação alguma desde a última. Quem quer se seja o próximo vai sofrer com isso.", ela lhe disse.

Love hurts, love scars, love wounds' and mars, foi o que ela descobriu. Se apurasse os ouvidos na sua presença, perceberia que os pássaros funcionavam como uma orquestra a interpretar John Paul Young: love is in the air. Assim é a busca pelo amor: uma breguice sem tamanho em direção a outra breguice sem igual.

Sinal verde de novo. Acelerou o carro, sem perceber que o rádio tocava a resposta correta:

Love is only a feeling
Anyway...


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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O arroto salvador

O mundo é um lugar muito confuso. Isso está em nossas caras desde bem antes de termos dentes ou de caminharmos: quando nenês, somos incentivados a arrotar no colo de nossas mães (às vezes pais) após uma sessão de amamentação - mesmo que isso resulte em um vômito espalhado no ombro, orelha, colo e o que mais tiver a ousadia de estar perto da boca de um nenê. O problema é que, algum tempo depois, somos severamente censurados ao arrotar. Depois de levarmos tapinhas nas costas e ouvirmos "isso!" no colo de nossos pais, passamos a ouvir "que falta de respeito fazer isso na frente dos outros! Que nojo! Seu porco!" pelo mesmo ato: arrotar. Que mundo estranho!

Talvez seja o arroto um elementos vitais que fez com que eu me tornasse um ser pensante e bastante crítico, até um pouco contestador. Refrigerante, água, cerveja, chimarrão, comida ou mesmo ar, não importa: eu arroto mesmo. Nunca dei atenção às repreensões que as pessoas fazem aos gases que eu disparo sem muita delicadeza boca afora. Gosto de me justificar com argumentos culturais: "No Oriente Médio, o arroto é sinal de boa educação. Quando arrota, o cidadão está mostrando que apreciou a comida ou a bebida que lhe serviram." Por pura lógica, as pessoas contra-argumentam dizendo "tu tá no Brasil e não no Oriente Médio, seu porco." É então que eu desfiro uma pergunta com força de golpe final: "prefere que o gás saia por cima ou por baixo?"

A verdade é que eu já tive provas que o arroto, por si só, é um argumento incomparável em uma discussão. Houve essa vez em um almoço, por exemplo. Minha mãe, sentada na ponta da mesa como uma boa chefa de família, estava ladeada por mim, à sua esquerda, e pela minha irmã, à sua direita. Não recordo qual era o cardápio, mas asseguro que estava saborosíssimo, uma vez que mamãe possui um conhecimento culinário de fazer inveja a qualquer um - principalmente a mim, um especialista em abrir enlatados e alimentos congelados pré-prontos. Seja lá o que estivéssemos comendo naquele almoço, estava de lamber os beiços. Prova disso é que estávamos calados, concentrados em mastigar e desfrutar o sabor do alimento preparado por mamãe. O silêncio só foi rompido por um arroto que veio do flanco esquerdo da mesa, onde minha boca tinha acabado de receber uns goles de refrigerante de cola não alcoólico.

Não é sem orgulho que assumo a autoria daquele arroto: veio do fundo do coração, como a mais inspirada composição de Tom Jobim. Mas antes eu tivesse mantido o silêncio da mesa... o arroto que disparei causou um deslocamento de ar que quase atirou minha família pela janela. Minha mãezinha, talvez tomada pelo susto causado pelo barulho de terremoto que não veio de um terremoto, deu início a um discurso repreensivo que Hitler jamais ouviria de Joaquim Barbosa.

- Mas que falta de educação! Que horror! Isso é jeito de se portar na mesa?! Eu tô cansada disso, isso é uma sem-vergonhice! - eu imagino que as aulas de natação e hidroginástica que mamãe frequentava naquele tempo estivessem dando resultado, porque ela sequer parava para tomar fôlego entre as frases. "Braba" é apelido. - Deus me livre, imagina se tem algum convidado na mesa...
- Mas não...
- Cala a boca que eu não terminei! - ela me interrompeu com mais eficácia do que aquele tiro que interrompeu o desfile de carro de John F. Kennedy - Isso não é coisa que se faça! Até parece que eu não dou educação a vocês! Será possível que não se pode nem almoçar em paz? Vocês sabem que eu detesto almoçar sozinha, mas puta que pariu, almoçar acompanhada e ter isso é demais pra minha cabeça! Eu não vou aceitar isso! Vocês não foram criados pra isso...

Era tão grave que minha mãe falara um palavrão em plena mesa. Metade de mim ouvia - a outra metade se arrependia de ter arrotado, de ter aprendido a arrotar, de ter tomado refrigerante, de ter nascido. Mamãe tinha o cenho franzido... que digo? Sua expressão de raiva naquele momento era a prova que o diabo existia e ainda por cima era artista plástico. Eu estava com os olhos abaixados para a comida, mas já não enxergava a comida. Já tinha perdido a fome. Eu nunca mais ia arrotar na vida. Eu nunca mais ia beber nada na vida. Eu ia processar a Coca-Cola e seria responsável pela derrocada do império de bebidas industrializadas no mundo inteiro. Porque meu arroto em plena mesa durante o almoço desencadeara um discurso raivoso da minha mãe, que já durava 5 minutos, contra todas as manifestações corporais que resultavam em ruídos maiores que 2 decibéis. Nenhum erro poderia ser pior. Se minha irmã subisse na mesa pra fazer um striptease usando a cruz de Cristo como poledance, minha mãe não estaria tão raivosa.

- Eu não quero mais saber disso! Vocês entenderam? - ela estava vermelha de raiva e roxa de falta de ar. E antes que eu pudesse articular um simples e borrado "sim" como forma de resposta, fui surpreendido por um novo arroto.

Da minha irmã.

Mas não foi um arroto qualquer. Se meu arroto veio do coração, minha irmã arrotou com a alma. E não com qualquer alma: provavelmente ela invocou a alma de todos os nossos antepassados enquanto mamãe discursava. Se meu arroto era inspirado como uma composição de Tom Jobim, Shakespeare teria colocado o arroto da minha irmã na boca de Julieta durante um beijo em Romeu. Eu estava tão ocupado ficando envergonhado com meu arroto que não percebi que minha irmã estava absolutamente quieta, talvez mais quieta que eu e talvez juntando forças para emitir aquela obra prima. Ela fez o meu arroto parecer um mero soluço. Aquele arroto foi tão destruidor que até hoje eu não sei o que faltou para a Defesa Civil interditar o bairro inteiro.

Nenhuma outra resposta seria mais eficaz como tréplica. Foi o melhor e mais científico argumento não apenas contra o discurso colérico de mamãe, mas contra qualquer discurso anti-arroto. Prova disso é que ela mal teve tempo de retomar o fôlego após a mijada verbal que me aplicou. Não sei se já havia esgotado suas energias; fato é que agora ela ocupava-se em rir. Ria de se contorcer. De faltar o ar, de correr as lágrimas, de doer o corpo. Minha irmã e eu, é claro, ríamos juntos. Triunfantes.

A parte ruim é que rimos tanto que a comida esfriou.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Fácil

- Tu fala como se fosse possível decidir parar de gostar de alguém.
- Mas é possível.
- Claro que não. Essas coisas a gente não escolhe.
- Escolhe sim. Essas coisas são como parar de fumar, sabe? É tão fácil que tem gente que pára de fumar 2 ou 3 vezes por semana.
- Ai, chato. É sério, essas coisas a gente não escolhe. Não dá pra mandar.
- Dá sim.
- Já tentou parar de gostar de alguém? Aposto que não consegue.
- Eu consigo.
- Já tentou?
- Já. Faço isso sempre.
- Sempre com que frequência?
- Sempre que eu te vejo.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Skol Design

Bonitas como uma ressaca

Há uma ironia peculiarmente bizarra na nova promoção da Skol, "Skol Design". São três kits diferentes - kit casa, kit quarto e kit mesa -, em edição limitada, sendo vendidas apenas pela internet.

De acordo com a propaganda veiculada na TV, as garrafas personalizadas são para combater a destruidora de interiores que responde como decoradora de interiores que pode ser uma namorada. Para evitar um cenário "família fofolete composta por amorzinho e amorzão", a garrafa personalizada seria ideal: vigorosa, máscula, viril, cruza do Odvan com o Materazzi. Uma pena que falharam miseravelmente, porque a garrafa não é vigorosa, máscula, nem viril: é simplesmente tosca. Feia pra dedéu. E feiúra não é sinônimo de virilidade. Se fosse, a Regina Casé era zagueira titular do Boca Juniors.

Mas nada disso é problema, porque para usar a garrafa como objeto de decoração, ela deve ter seu líquido consumido antes. E eis a grande e irônica sacada: só mesmo bêbado pra usar esse negócio como objeto de decoração.

- Cara, que ressaca...
- Pois é por isso que eu tô te ligando. Pra saber como tu tá.
- Péssimo. Baita dor de cabeça.
- Te falei pra pegar leve. Se comportou, ao menos?
- Nada. Liguei pra Julinha...
- Ah, tudo bem...
- ... na frente da Fernanda...
- Ela vai entender...
- ... pra falar sobre a Cris...
- Que confusão...
- ... que devia estar puta porque eu vomitei no cachorro dela.
- Ah, isso acontece.
- Bebi todas, cara. Até aquelas garrafinhas doidas que eu comprei pela internet. E o pior tu não sabe.
- O quê?
- Decorei a casa toda com aquelas garrafas.
- Porra, tá vendo? Falei pra tu pegar leve!
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Nome do seu time

"(...) Envie agora o nome do seu time para um-três-um-cinco e receba tudo isto no seu celular!", anunciava a voz empolgada, em tom salvador, na televisão. Atirado no sofá da sala, sozinho em casa, Manoel podia pensar nos três gols que marcou no joguinho de domingo com seus amigos. Mas na verdade dedicara as últimas 2 horas para pensar nos dois gols contra que marcou no mesmo jogo, que definiram uma derrota por 1 gol de diferença.

A voz empolgada do locutor arrancou Manoel do seu devaneio tedioso e o fez sorrir. Enviar o nome do seu time para um-três-um-cinco... que boa ideia - para quem não tem nada a fazer, nem a perder. Agarrou seu celular Samsung e resolveu pregar uma peça. Enviou "Cervegeiros FC" para um-três-um-cinco. Nunca enviariam uma mensagem com informações ou curiosidades do Cervegeiros FC - como a grafia errada do nome do time, obra de um ala-esquerda e um dos fundadores do time, que não tinha muita intimidade com o português. Alertado para o erro, o ala-esquerda disfarçou: "é para diferenciar dos inúmeros cervejeiros desse país. Cervejeiro com 'g', só a gente."

Mas tão logo enviou a mensagem, Manoel se arrependeu. Que burrice. A propaganda esperava que mandassem "Flamengo", "Corinthians" ou "Cruzeiro", mas o Manoel queria notícias do seu time. Sagaz, sagaz demais. Mas o que seus amigos diriam quando ele contasse que enviou "Cervegeiros FC" para um-três-um-cinco? "Que besteira. E ainda gastou crédito à toa, seu burro." Certamente diriam isso. E o pior é que agora ele receberia um monte de propaganda indesejável via SMS por ter enviado "Cervegeiros FC" para um-três-um-cinco. Que burrice. E, para confirmar suas suspeitas, o celular apitou, alertando uma nova mensagem de texto.

Na verdade a mensagem trazia uma informação em primeira mão: "Manoel não joga mais pelo Cervegeiros FC".

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sábado, 6 de julho de 2013

Teoria da conspiração

Está aí, escancarado, a olhos vistos: há uma campanha em prol do consumo da água. Isso parece bom, mas não é. Só não enxerga quem não quer.

O ataque vem de todos os lados. Começou em uma campanha contra as bebidas alcoólicas: disseram que causa dependência, que faz mal à saúde porque causa cirrose, que compromete o fígado - o fígado! Um órgão que se regenera! Não contentes com isso, começaram uma campanha agressiva, mostrando que consumir bebidas alcoólicas e dirigir é errado.

Isso sem contar no preço abusivo cobrado por uma cerveja - independente do seu invólucro. Latinha, latão, long-neck, 600ml, litrão, qualquer uma delas é cara, abusivamente cara, entorpecidamente cara.

Não contentes em atacar a cerveja nossa de cada hora, atacaram outros líquidos. O leite foi motivo do maior bafafá, porque muitos vendiam leite adulterado. Além do leite, o suco de caixinha também deu o maior bafafá porque estava contaminado com produtos de limpeza. O coitado do suco não ficou só nessa: várias foram as matérias que aconselhavam a abandonar o suco de caixinha porque ele não era saudável como parecia - na verdade tratava-se de um grande veneno travestido de bebida saudável, já que vinha com uma carga de açúcar capaz de derreter o canudinho.

Dessa forma foram também atingidos os refrigerantes. O ataque começou há muito tempo e de forma débil: dizia-se que consumir refrigerante deixava os ossos moles, mas aí se tocaram que o sistema digestivo não passa pelos ossos. Bem depois é que o ataque passou a ser impiedoso. Foi quando disseram que uma mísera latinha portava uma quantidade de açúcar que causaria diabetes no Oceano Atlântico. E não adiantaria consumir a versão "light" ou "zero" do refrigerante, porque esses eram ainda piores: para simular o gosto do refrigerante normal, o light se utiliza de substâncias infinitamente mais nocivas que 10 toneladas de açúcar injetados diretamente na jugular da pobre vítima. Deram a entender que consumir uma latinha de refrigerante light faria qualquer pessoa cantarolar "Adocica" repetidamente para todo o sempre. E nem vou me referir à campanha de péssimo gosto contra o arroto pós-goles de refrigerante!

Outras bebidas também são atingidas pela campanha pró-água, mas de forma velada. O chimarrão, por exemplo: o quilo da erva-mate está pelo preço da morte! É uma forma de desestimular a população (principalmente os gaúchos) a consumirem chimarrão.

Com tantas bebidas sendo atacadas por inescrupulosos, o que nos resta? Beber água. E todo mundo sabe que a água potável está escasseando cada vez mais rápido. Fala-se inclusive em guerra por água em um futuro nem tão distante assim. Ora, essa campanha contra outros líquidos bebíveis é um estímulo indireto para consumirmos mais água, o que irá acelerar esse processo de diminuição da água potável, instalando mais rapidamente o cenário ideal para uma guerra. E a quem interessa uma guerra pela água?

É evidente. Interessa à maior potência bélica do mundo, dona das maiores indústrias armamentistas do planeta: os Estados Unidos! E só podem ser eles os responsáveis por essa campanha contra todas as bebidas boas do mundo.

Podem anotar o que eu disse. No futuro, todos dirão "nossa, o Egídio tava certo e eu não botei fé nele." Enquanto isso, sabe o que eu estarei dizendo?

- Então... quer dizer que toda aquela baboseira que eu pensei em uma tediosa noite de sexta em casa era verdade?

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sábado, 15 de junho de 2013

Meteorologia & Polícia

A constante e tradicional umidade da cidade, aliada à forte neblina e o frio dos últimos dias, trouxeram trabalho à polícia de Pelotas. O iceberg que há mais de 100 anos causou o naufrágio do Titanic buscou refúgio na Princesa do Sul.

Aproveitando-se do clima pelotense, o iceberg e meliante de fama internacional passeava despercebido e sem rumo pelas ruas da cidade. E continuaria assim se não fosse por Rose Dawson, uma fã do filme "Titanic".

- Eu sabia que já tinha visto aquela cara branca em algum lugar. - declarou a moça, que teve seu nome trocado a pedido dela mesma, visando anonimato.

A partir daí, diversas pessoas reconheceram o vândalo de navios. O 190 foi bastante acionado.

- Recebemos diversas denúncias nas noites de segunda pra terça e de terça pra quarta. - contou o subtenente-coronel investigador e delegado da 51ª Delegacia de Pelotas, Joaquim Bauer.

Após uma intensa perseguição, o iceberg foi preso na manhã de quinta, quando a forte cerração aliviou e permitiu visualizar um revesgueio de um pedaço de um cantinho da cidade. "A noite a perseguição era arriscada, porque ele se camuflava muito bem", declarou Joaquim Bauer. De acordo com policiais que participaram da operação, o iceberg só foi localizado devido às suas marcas de vandalismo. "Ele já estava começando a alagar algumas regiões do Centro da cidade", disse um policial.

Preso, o iceberg que ficou famoso ao afundar o Titanic admitiu que avacalhou a garganta de alguns pelotenses e revelou que veio à cidade para visitar a Fenadoce. Mas avisa:

- Vim pra ficar. Simplesmente amei o clima da cidade, tem tudo a ver comigo. - derreteu-se o iceberg.

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